sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Formação inicial: a origem do sucesso (e do fracasso) escolar

De todos os fatores que influenciam a qualidade da escola, o professor é, sem dúvida, o mais importante. Por isso, a formação (inicial e continuada) faz tanta diferença - para o bem e para o mal. No Brasil, infelizmente, para o mal.

Thais Gurgel 

        O jogo de dominó tem uma dinâmica peculiar: cada movimento leva a outro e completar a sequência sobre a mesa ou derrubar as peças depende dessa reação em cadeia para funcionar. Essa representação vale, de forma metafórica, para a qualidade da Educação. Para atingi-la, ou seja, garantir a aprendizagem de todos os alunos, é preciso começar com uma "jogada" que define todo o processo: a formação inicial dos professores. Se ela for boa, todos saem ganhando. Se, no entanto, ela for ruim...
Há um ano, NOVA ESCOLA publicou o resultado de uma pesquisa que mostrava que 64% dos educadores brasileiros avaliam o curso em que se graduaram como excelente ou muito bom, mas 49% dizem que esse mesmo curso não os preparou para a realidade da sala de aula. Ou seja, não é tão bom quanto deveria - afinal, a finalidade do trabalho docente é justamente ensinar. Para entender melhor essa questão, foi encomendada uma nova pesquisa, dessa vez à Fundação Carlos Chagas. A análise de 71 currículos de cursos oferecidos por instituições de ensino públicas e particulares de todo o Brasil aponta para um descompasso preocupante entre o que as faculdades de Pedagogia oferecem aos futuros professores e a realidade encontrada por eles nas escolas.
    "Há uma ênfase muito grande nas questões estruturais e históricas da Educação, com pouquíssimo espaço para os conteúdos específicos das disciplinas e para os aspectos didáticos do trabalho docente", resume Bernardete Gatti, diretora de pesquisas da Fundação Carlos Chagas e coordenadora do estudo, que é apresentado em primeira mão nesta edição. "As universidades parecem não se interessar pela realidade das escolas, sobretudo as públicas, nem julgar necessário que seus estudantes se preparem para atuar nesse espaço", diz ela.

* Leia a matéria completa no site  (novaescola@atleitor.com.br)

Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil melhora, mas educação é entrave

Mariana Mandelli - O Estado de S. Paulo
 
Apesar dos avanços mostrados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a educação brasileira ainda apresenta problemas estruturais graves, que, segundo especialistas, não devem ser resolvidos a curto prazo. Embora o País tenha praticamente universalizado a oferta de ensino fundamental, itens como a educação infantil, a evasão do ensino médio e a qualidade da aprendizagem persistem como alguns dos maiores gargalos do sistema.
Neste ano, em que o IDH mudou sua metodologia – agora são considerados a média de anos de escolaridade de pessoas com 25 anos ou mais e os anos de estudo esperados –, a educação continua sendo apontada como o maior entrave para o avanço do Brasil no ranking.
“A educação é um fator limitador do desenvolvimento”, afirma Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. “É claro que o País melhorou, mas esses avanços ainda são insuficientes para as nossas necessidades.”
Para Mozart Neves Ramos, do movimento Todos Pela Educação, a obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos, recém-aprovada pelo governo federal, vai ajudar o País a avançar mais.

Desaprovação

O Ministério da Educação emitiu uma nota afirmando que o novo IDH não é comparável aos anteriores. A pasta diz que os novos índices devem “ser mais bem esclarecidos para que se possa cumprir os objetivos do Pnud de simplicidade, transparência e popularidade.” O ministério também afirma que o relatório “não capta o esforço de políticas desenvolvidas nos últimos anos com repercussão significativa na melhoria dos indicadores sociais e educacionais”.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PIEDRAS, NOCHES, POEMAS

Todas las armas son buenas...
PIEDRAS, NOCHES, POEMAS
Toda última 5ª feira do mês, na Biblioteca

Distraídos Venceremos!
Os Caprichos e Relaxos de Paulo Leminski.

   



Traga um poema para
   ler, venha cantar ou 
  venha apenas ouvir.






  



 
   Dia 28 de outubro, 18 horas


PALESTRA "HOMOFOBIA NAS ESCOLAS E A CONSTITUIÇÃO DE MOVIMENTOS LGBTT"

 
Convidamos todas/os interessadas/os para participar da edição especial da ICH “Gênero, Sexualidade e Poder”, que se realizará no dia 27/10/10, às 19h, na sala 16A, do Bloco Didático. Para esta edição, traremos como convidada a militante transexual e presidenta do Grupo Dignidade, Rafaelly Wiest, que fará uma palestra sobre “Homofobia nas Escolas e a Constituição de Movimentos LGBTT”. Esperamos contar com a presença de todas/os que se dispuserem a vir dialogar conosco neste dia.
 
Abraço.
 
Prof. Jamil Cabral Sierra, Profª Elisiani Tiepolo e alunas e alunos
da ICH de Gênero, Sexualidade e Poder.

Fundação Itaú Social incentiva a leitura


O banco Itaú esta distribuindo kis de leitura, são aproximadamente 8 milhões de livros que serão distribuídos gratuitamente. 
" Incentivar o gosto pela leitura é uma forma de mudar a história de muitas crianças."

Acesse o site e participe!
http://www.lerfazcrescer.com.br/


terça-feira, 26 de outubro de 2010

O novo perfil do professor

Diferentes demandas se apresentam hoje como essenciais para quem está à frente de uma sala de aula

Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br) e Ana Rita Martins

"Em 2008, a consultoria norteamericana McKinsey elaborou um estudo compilando o que os países com melhor desempenho em Educação fazem para atingir a excelência. Selecionar os melhores professores está entre as conclusões do trabalho, medida que começa a ser levada a sério pelo Brasil. Para estabelecer parâmetros de qualidade na hora de escolher quem vai lecionar para nossas crianças, o Governo Federal está criando o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que deve, em 2011, servir de referência para a contratação na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental em todo o país.
O projeto inclui uma lista com 20 características que todo profissional de Educação deve ter (...)"
"De fato, não é mais possível dar aulas apenas com o que foi aprendido na graduação. Ou achar que a tecnologia é coisa para especialistas. Trabalhar sozinho, sem trocar experiências com os colegas, e ignorar as didáticas de cada área são outras práticas condenadas pelos especialistas quando se pensa no professor do século 21. Planejar e avaliar constantemente, acreditando que o aluno pode aprender, por outro lado, é essencial na rotina dos bons profissionais.

Essa nova configuração no perfil profissional está embasada em medidas governamentais e em pesquisas sobre a prática docente e o desenvolvimento infantil."Antes, achávamos que a principal função do professor era passar o conhecimento aos alunos.
Jean Piaget, Lev Vygotsky e outros estudiosos mostraram que o que realmente importa é ser um mediador na construção do conhecimento e isso requer uma postura ativa de reflexão, autoavaliação e estudo constantes", diz Rubens Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP).

Tudo isso, é claro, porque os alunos também não são os mesmos de décadas atrás - longe disso. Com a democratização do acesso à internet, no fim dos anos 1990, passamos a ter nas escolas crianças que interagem desde cedo com as chamadas tecnologias de informação e comunicação, o que exige um olhar diferente sobre o impacto disso na aprendizagem. Finalmente, não podemos nos esquecer de que esses estudantes conectados têm uma relação diferente com o tempo e com o mundo, o que coloca desafios para a docência. A boa notícia é que há muita gente encarando esse novo mundo nas escolas.(...)"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".